quarta-feira, 24 de maio de 2017

Dia Nacional da Comida Orgânica

Semana que vem, no dia 25 de maio, é comemorado o Dia Nacional da Comida Orgânica.  O cultivo desses alimentos é uma atitude cada vez mais aderida nos dias de hoje. Além de fazer bem à saúde e ao Planeta -  já que são alimentos sem agrotóxicos não sofrendo  com a interferência do homem ao utilizar produtos químicos  para gerar  maiores produções – as plantações estão gerando lucro efetivo para pequenos produtores agrícolas graças a parcerias com empresários que fomentam a economia local.

O empresário Adriano Cosme Costa, sócio do restaurante Vikings, com filiais em  Nova Iguaçu, Tijuca e mês que vem no Humaitá, afirma que trocou o fornecedor de tilápia e truta do Ceará por um do estado do Rio e a economia foi certa de 25%. 

Mas há exemplos de que a culinária orgânica não é só vantajosa para gerar lucro imediato. Os 40 empresários do Polo Lido+ Leme (associação de comerciantes de Copacabana e Leme) apostaram, desde 2014, em uma parceria com os moradores do Morro da Babilônia, onde estes cultivavam produtos comprados pelos associados.
Um novo modelo de negocio para o japonês Lapamaki foi inspirado nesse universo da culinária orgânica. Em 2015, ele foi o primeiro restaurante japonês a oferecer um rodízio vegano e vegetariano em seu menu no Rio de Janeiro. Desde então, o restaurante usa e abusa de shimejis e shitakes, graças a sua produção em fazendas em Rio Bonito.

A Sustentabilidade como lucro no dia da Comida Orgânica

Tópico importantíssimo a ser debatido todos os dias, a sustentabilidade vem se tornando uma das grandes pautas de restaurantes e empresas, que precisam pensar verde para inovar e contribuir com o planeta. A responsabilidade social desses negócios vem sendo então, cada dia mais explorada, visando melhorias e, é claro, o lucro.
Pioneiro nos rodízios vegetarianos e veganos de japonês, o restaurante Lapamaki é exemplo de como o pensamento sustentável pode fazer um restaurante lucrar. O japonês, com unidades em Ipanema e Copacabana, foca nos produtores orgânicos para a elaboração de componentes de seus pratos famosos, como Shimejis e Shitakes, que fazem o maior sucesso em seus rodízios.
 O Lapamaki viu então na produção orgânica um nicho para seu restaurante, que hoje conta com fazendas agrícolas. Essas fazendas trazem mais pra perto os alimentos que antes vinham de outros estados e diminuem os custos com transporte e toda a parte industrial do negócio. O lucro é certo e contínuo.
Outros restaurantes da região também abraçam a causa social e começaram uma grande ideia de interação e desenvolvimento verde: o Festival Gastronômico Quintais do Lido, iniciado em novembro de 2014.
O evento deu partida na iniciativa de utilizar áreas de solo fértil no Morro da Babilônia para a produção de alimentos orgânicos, e fazer deles os produtores de restaurantes locais da Zona Sul. A ação é uma parceria com o SEBRAE, que atua estimulando os moradores do morro com cursos relacionados à produção de alimentos e botânica e inserindo-os no mercado de trabalho a partir disso.
Outro restaurante que conseguiu equilibrar rendimento e pensamento ecológico é o conhecidíssimo Vikings, nascido em Nova Iguaçu e atuante na Tijuca e em breve Humaitá. O estabelecimento viu nas produções locais uma maneira de valorizar o trabalho regional e de economizar o transporte de suas encomendas de tilápia e truta, que anteriormente vinham do Nordeste, gerando 25% de economia em seus gastos.
Com o avançar das tecnologias, iniciativas como as destes restaurantes são base para novas ideias e estimulam tanto empresas e negócios como produtores e cultivadores. O trabalho conjunto desses atuantes é o que possibilita que consigamos reverter ou, ao menos, amenizar ambas as situações críticas: os problemas ecológicos e financeiros.

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