quarta-feira, 15 de março de 2017

Como é ser chef?

De tempo em tempos nosso modo de agir, ver e pensar na cozinha vem evoluindo ao decorrer dos tempos, mas nem sempre acontece, principalmente quando você é um chef novo com características bem diversificadas estudado, viajado, com um bom currículo, anos de investimento na carreira, trabalhando em lugares bons e ruis adquirindo experiências e aprender o que é, e como lhe dá com uma cozinha. 
Entrar pra comandar uma equipe que não tem escolaridade e não tem visão de ampliar os horizontes e querer conhecer mais sobre o novo e evoluir é uma das tarefas mais difíceis que eu possa ter tido até hoje. 
Hoje eu sou o chef executivo do hotel ... entrei para da continuidade aos trabalhos que vinha sendo executados, concertar os erros (que são vários) e no final fazer as mudanças necessárias para ter uma cozinha prática, rápida e eficaz. Mas não é nada fácil, quando você já é rotulado pela aparência, a primeira impressão é a que fica e com impacto, já que eles estão acostumados a trabalhar com pessoas com outras características. 
No primeiro estante eu cozinhava 90 porcento do cardápio e tudo que eu fazia eles falavam que estava errado, procurei saber como era a forma que eles faziam, já que aparentava que o deles era a forma certa, eles explicavam, eu entendia e interpretava que eles faziam de uma forma simples e errada ao mesmo tempo, então eu explicava que daquela forma não era o certo e de uma forma simples explicava o passo a passo. Vieram as criticas dos cozinheiros e auxiliares que realmente eu não sabia cozinhar que nunca viram aquilo. E ficava um clima chato ate que eu fui procurar saber quem era cada um e descobrir que muitos eram copeiros que foram crescendo dentro da empresa virando auxiliar de cozinha, auxiliar de cozinha virando cozinheiro e outros já cozinheiros a mais de 20 anos, mas naquela cozinha que tudo errado da certo e pronto. 
Durante esses meses venho ganhando espaço e carta branca para desenvolvimento do meu serviço depois de muita luta, paciência (paciência pra caralho) reuniões, muitas horas extras, quase 30 dias trabalhados sem folga e aulas muitas aulas, eles acabaram vendo que a forma certa a da sabores dos alimentos é muito mais fácil e prático do que na forma acomodada, um exemplo: molho branco para eles é o creme de leite e coloca creme de leite em tudo (MDS), tive que explicar que o certo é o bechamel e convencer muito para eles começarem a aplicar, fora muitas outras coisas, que hoje eu fico rindo quando lembro.
Hoje estamos entrando num mercado de trabalho onde é habitado pela grande maioria, por pessoas sem estudo com um conhecimento restrito, aprendendo ao decorrer dos tempos e não evoluindo intelectualmente mais crescendo na empresa por acabar sendo uma pessoa antiga e de confiança da empresa e ficando na mesmice e quando os novos cozinheiros entram em ação, acaba tendo esse choque de cultura com o antigo e o novo, o arcaico e o moderno, claro todas as regras tem a sua excesso, em ambos grupos citados, mas não podemos ficar pensando e nem passando por isso, a nova geração de cozinheiro temos que ter muito cuidado com a antiga geração e ter muito jogo de cintura para saber lhe dá e a antiga geração tem que aprender a respeitar os novos que querem o melhor e poder crescer.   

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