segunda-feira, 6 de junho de 2016

Vamos conhecer o robalo, pescada amarela, vermelha e o dourado.

No meu dia a dia venho me deparando e aprendendo muito sobre as especies marítimas que podemos utilizar nas nossas cozinhas, no Santé bistrô todas as sextas é um dia especial, com o cardápio totalmente fresco com peixes que dão água na boca e eu sei bem que não são todos que conhecem um bom peixe e sabendo da dificuldade queria apresentar as primeiras 04 especies de peixe que costumo trabalhar, com bastante carne, poucas espinhas (o mais importante) e fácil de manusear para o preparo. Esse é o meu peixeiro com um dos meus peixes por encomenda. 
Robalo:
No Brasil são registradas 5 espécies: Centropomus undecimalis , Centropomus parallelus , Centropomus ensiferus , Centropomus pectinatus , Centropomus affinis. 
O robalo é um peixe de água salgada que se adapta muito bem a água doce. Seu habitat natural é toda a costa brasileira e adentra com facilidade em rios que desaguam no mar. São espécies que vivem perto das praias, nas baias, nos canais, preferindo águas salobras, e muitas vezes penetrando rio acima. É um dos peixes mais procurados por pescadores esportivos no Brasil... 
É um peixe de briga emocionante, e alguns chegam de 15 kg a 30 kg. O robalo é um peixe que muda seu comportamento com muita facilidade. Algumas alterações ambientais podem interferir consideravelmente no seu comportamento como: ventos, movimento das marés, temperatura, transparência da água, materiais em suspensão, pressão atmosférica, chuva, luminosidade, etc. 
Com a temperatura da água superior a 21 gráus centigrados torna-se ativo na superfície. Abaixo desta até aproximadamente 15 gráus CC, pode ser encontrado à meia água e fundo. Temperatura inferiores a 10 gráus CC geralmente é imprópria para o robalo.

Pescada amarela:
O formato do corpo é mais alongado que o de seus congêneres, algo roliço. A cabeça é relativamente grande e ocupa cerca de 1/4 do comprimento do corpo. Possui boca terminal ampla e suas maxilas estão providas de pequenos dentes aciculares, que não são muito desenvolvidos. A nadadeira caudal é romboidal. As nadadeiras dorsais, com raios duros e moles, são bem altas e desenvolvidas. A coloração geral é amarelada, um tanto dourada, principalmente no dorso e na extremidade das nadadeiras, sobre fundo prateado nos flancos e no ventre. A região dorsal também pode ser mais escura, em tons de cinza. Tem hábito carnívoro, constituído de crustáceos como camarões, e de peixes.
Existem cerca de 21 espécies de pescada, sendo a Amarela, a maior delas. Chegam a ter de 80 cm a 1,50 m de comprimento e a pesar até 20 kilos.
Freqüentam águas rasas próximas a costas, enseadas e também poços fundos no interior de baías, são encontradas em todo litoral brasileiro. nadam em cardumes e devido a sua carne saborosa e muito apreciada, tem alto valor comercial.

Vermelha:
Várias espécies do gênero Lutjanus são conhecidas por vermelho ou cioba.O Lutjanus purpureus possui o corpo um pouco alto; conhecido no nordeste por pargo, é importante na pesca comercial. A coloração é vermelho brilhante no dorso e vermelho rosado no ventre; apresenta uma pequena mancha escura na parte superior da base das nadadeiras peitorais; as nadadeiras são vermelhas, sendo que a caudal apresenta a margem escura. Alcança 90cm de comprimento total e 10kg. 
Espécies costeiras que vivem em águas abertas e profundas, principalmente em locais com fundo de pedra e cascalho ao redor de ilhas, parcéis e formações de coral; os indivíduos jovens podem ser encontrados em águas mais rasas. Formam grandes cardumes, principalmente de peixes jovens; os adultos vivem sozinhos ou em pequenos grupos. No verão preferem as águas mais afastadas, e no inverno buscas áreas estuarinas. Alimentam-se de peixes, crustáceos e moluscos. Tem alto valor comercial, principalmente no Nordeste.

Dourada:
A espécie mais conhecida do gênero é o dourado: seu primeiro nome científico foi Hydrocynus brasiliensis, sendo identificado com um African Tigerfish (peixe-tigre-africano, gênero Hydrocynus) mas foi Salminus maxillosus o nome que permaneceu e que é o mais conhecido para designá-lo.
Posteriormente, o dourado foi classificado em 2 ou 3 espécies (dependendo dos autores):
Referindo ao dourado da bacia do Prata, temos Salminus brasiliensis como sinônimo de Salminus maxillosus, para esta bacia hidrográfica.
Salminus affinis é empregado para os dourados que não são da bacia Platina, isto é, os do Rio Magdalena, do Rio Orinoco, dabacia Amazônica e do Rio São Francisco: logo, também sinônimo de Salminus maxillosus.
Na bacia do São Francisco, os nomes usados são Salminus franciscanus (=S. cuvieri = S. brevidens), logo também sinônimos deSalminus affinis e Salminus maxillosus para esta bacia hidrográfica.
A tabarana (Salminus hilarii) é a espécie que apresenta a maior distribuição geográfica do gênero. É de porte menor e não apresenta a cor dourada. É encontrada na bacia do Rio São Francisco, nos rios Grande e Tietê da bacia Platina, nos rios Tocantins e Madeira da bacia Amazônica, além da Bacia do Orinoco e rios da Colômbia (Rio Magdalena) e Equador.

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