quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Câmara Cascudo


Há algumas semanas atrás, li uma reportagem que falava sobre um dos maiores estudioso da comida brasileira e que seria tema de exposição e série de TV. Para quem é amante da historia e gastronomia, Luiz da Câmara Cascudo é uma grande referência para a cultura popular brasileira, foi um historiador, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro, dedicando-se ao estudo da cultura brasileira.


O tópico "alimentação" se faz amplamente presente nos escritos etnográficos de Cascudo. Comida e bebida aparecem em muitos de seus estudos sobre narrativas, provérbios, festas populares, religiões etc. Mas ele também escreveu trabalhos específicos sobre o tema. Um deles é a História da alimentação 110 Brasil, obra em dois volumes publicada pela primeira vez em 1967. Em 1968, publicou um livro breve, porém útil, sobre a história e os significados da cachaça, Prelúdio à cachaça. Em 1977, publicou a Antologia da alimentação do Brasil, em que reuniu um conjunto de textos literários, documentos históricos, artigos de jornais antigos e textos de estudiosos do folclore sobre comidas e bebidas. Ao longo de sua carreira, publicou numerosos artigos sobre as diversas formas de classificação, preparo e consumo de comidas e bebidas no Brasil. Sociedade e cultura são pensadas, portanto, como dimensões a serem acionadas para resolver o "problema da fome". O "paladar" (em oposição à fome) é assim pensado como algo suplementar e definido aleatoriamente. Mas, na perspectiva de Cascudo, o "paladar" é determinado por padrões, regras e proibições culturais. Mais que isso, segundo ele, o paladar é um elemento poderoso e permanente na delimitação das preferências alimentares humanas, e estará profundamente enraizado em normas culturais. Diz Cascudo "A escolha de nossos alimentos diários está intimamente ligada a um complexo cultural inflexível. O nosso menu está sujeira a fronteiras intransponíveis, riscadas pelo costume de milênios"

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