terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mostarda em semente


A mostarda é um condimento à base de semente de mostarda, água e vinagre. Analisando aspectos químicos, dois tipos de Mostarda podem ser identificados: A Brassica juncea (marrom e oriental) e a Brassica hirta (amarela). As duas contém um glucosídio amargo, solúvel em água, e enzima mirosinase.

Para que se chegue a mostarda, os glucosídeos são convertidos enzimaticamente, colocando-se a mirosinase em contato com a água, formando isotiocianatos.
Tanto as sementes amarelas quanto as escuras são utilizadas para a fabricação da Mostarda, podendo ainda serem misturadas, para obter variedades diferentes do condimento. A Mostarda alemã utiliza em sua composição as sementes amarelas, enquanto na França, são utilizadas as Mostardas escuras. Quanto ao gosto, as duas sementes se diferênciam no sabor, mais picante, no óleo das sementes escuras.
Não existe precisão quanto à sua origem, nem como remédio (sinapismos), ou tão pouco como tempero. Sabe-se, no entanto, que o condimento já era utilizado por egípcios, gregos e romanos, esmagadas e salpicadas nas carnes e peixes. Estima-se que na Idade Média cozinheiros franceses foram os primeiros a elaborar o condimento, utilizando as sementes, rusticamente moídas e misturadas a mel e vinagre.
Foi em Dijon que a mostarda ganhou popularidade. Moinhos específicos serviam os mercadores e habitantes, da mesma forma que os moinhos de trigo, e sua mostarda se tornou comum, quase que obrigatória, nas mesas desta cidade. O registro mais antigo, datado de 1347, guarda informações sobre doze francos gastos com o envio de mostarda à Rainha.
Suas sementes de sabor pungente são utilizadas no preparo de pickles, legumes, carnes, molhos saladas, batatas, repolho. Em pó use em pratos com ovos e queijo, e na carne grelhada

Nenhum comentário:

Postar um comentário