quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Apresentação de trabalhos na semana de pesquisa.


Para finaliza o ano nada melhor do que ter apresentado 05 trabalhos na sempesq, onde foi direcionado a 4 apresentações orais e um banner. Foi um ano de muito trabalho e pesquisa, fazendo com que realmente eu conseguisse realizar meus objetivos. 

Aprendi que hoje para você pensar em ser um chef de cozinha não precisa mais estar ligado diretamente a cozinha e sim mesclando com a pesquisa, contando a historia e a ligação da cultura do alimento com aquela região até chegar ao seu prato e foi a partir dessas palavras quando percebi que estava no caminho certo, sendo trilhado não com o medo que estava sentindo perguntando se adiantaria alguma coisa essas pesquisas para o campo da gastronomia e hoje sei que o meu caminho está mais do que  certo e cada tempo que pensei que poderia ta sendo perdido na verdade foi muito bem usufruído. 
Neste 2ºsemestre foram 06 trabalhos apresentados entre eles no congresso internacional de gastronomia o mesa SP. Diante de tudo gostaria de deixar aqui 02 do meus resumos apresentados e bem recebidos pelos avaliadores e o público em geral, para que pudesse ser compartilhado com todos vocês que leem o blog do armazém do chef.



A IMPORTÂNCIA DA FOTOGRAFIA PARA A GASTRONOMIA-parte 02

Bruno Almeida de Oliveira (gastronomia – UNIT/brunoalmeida0805@gmail.com); Msc. Katia Viana de Souza (professora do curso de gastronomia – UNIT/katia_viana@unit.br).                                                                       

Uma boa foto de comida desperta a vontade de comer o prato fotografado e para quem já o experimentou, fica aquela sensação de quase sentir novamente o seu sabor. Uma foto não tem aroma, temperatura, textura, nem gosto e por causa disso que a imagem precisa ser visualmente tão atraente e forte ao ponto de estimular os outros sentidos do observador. A fotografia deve mexer com a imaginação, fazendo com que uma pessoa sinta o paladar, aroma, a temperatura e textura do alimento, toda essa composição encontrada somente olhando a foto do mesmo, e assim tenha vontade de comer tal alimento. Então o objetivo da fotografia de gastronomia é de transmitir sensações que aquecem o paladar por meio de imagens, estimulando com a visão. Ao olhar uma imagem, a visão estimula o cérebro e este resgata da memória sensações e sentimentos relacionados à imagem vista. Para isto, além de explorar formas, cores, luz, sombra, brilho, textura, composição, enquadramento, objetos, combinações, é preciso saber qual é o público que deseja ser atingido, pois a interpretação de uma imagem pode variar de acordo com a idade, sexo, região e cultura. Para realizar uma boa fotografia gastronômica, cada tipo de prato exige um tipo de iluminação. Em alguns casos, o indicado pode ser a luz artificial e em outras opções a luz natural podendo dar o tom desejado à imagem. O ambiente do prato em seu contexto, deve-se a máxima atenção às cores, fundos e à louça ideal, uma das cores dos alimentos para compor o restante da cena. Além disso, a qualidade e o aspecto de cada alimento ali inserido são fundamentais, para uma boa produção é essencial para isto mostrar o melhor de cada item: o melhor pedaço de tomate, a melhor folha, a melhor cereja, o melhor da calda que escorre sobre o doce, etc. A comida deve ter aparência de que acabou de ser produzida. Com o fundo do ambiente neutro, sem muita interferência e sem deixar as fotos monótonas, de forma a criar uma textura e um cenário que não conflite com o alimento, tentando documentar alguma ação que possa dar vida, movimento e interação à fotografia. Tendo relação a todos esses pontos podemos trabalhar com a gastronomia e a fotografia desde um simples imagem de um prato para restaurante ate a diversidade cultural dos países.

Palavras chave: Alimento. Fotografia. Food stylist.
Referências:
BLAIR, James P. Novo guia de fotografia national geographic. Tradução Camila Werner. SP, editora Abril 2011.
HOBDAY, Cara. Segredos de apresentações de pratos: Food Styling passo a passo. Tradução Eni Carmo de Oliveira Rodrigues. SP, Marco Zero, 2010.

ASSOSSIAÇÃO DE FOTÓGRAFOS FOTOTECH. Fotografia culinária. SP, editora Desktop, 2010.


O COMPORTAMENTO DO CANGACEIRO EM RELAÇÃO A SEU ALIMENTO NO MEIO DO SERTÃO NORDESTINO


Bruno Almeida de Oliveira (gastronomia – UNIT/brunoalmeida0805@gmail.com); Msc. Katia Viana de Souza (professora do curso de gastronomia – UNIT/katia_viana@unit.br).


O cangaço surgiu no século XVIII através das injustiças políticas da época durando quase um século, o primeiro deles foi de Antônio Silverino, o segundo foi de Virgulino Ferreira da Silva mais conhecido como Lampião o rei do cangaço e o terceiro foi Corisco. Eles vestiam roupas de couro para se proteger dos espinhos e do próprio mandacaru que servia de alimento como também batata de umbuzeiro (raiz forte) e palma. Dadá, companheira de um dos fiéis seguidores de Lampião, Corisco, e a mulher mais valente do cangaço, era a responsável pelo ornamentos usados na vestimenta, bornais (sacos para transporte de água e alimento) e luvas. A pesquisa tem como finalidade mostrar alguns comportamentos do cangaço diante dos seus alimentos desde a forma de armazenamento até a de consumo durante as suas jornadas pelo sertão nordestino e a cozinha nordestina da época. Revisões bibliográficas e documentais, fazendo um levantamento de dados através de leituras de tcc’s , analises iconográficos, artigos e livros. Através de fotos e documentos observamos que o Lampião comia utilizando as mãos, enquanto os cangaceiros se servem com prato e colher. Cada cangaceiro possui seu caneco, sua colher, o prato e a cabaça assim chamado o cantil para depósito d’água. Na literatura cangaceira, encontra-se que os hábitos cangaceiros, no tocante à alimentação, eram os mais variados, entre os alimentos destacando-se: farinha, carne de sol, rapadura, café, sal, leite, coalhada, galinha, bode, caças em geral, some-se a isso, também temos frutas silvestres que eram consumidas, inclusive cactos (xique-xique, coroa de frade, etc..), quando havia muita falta d’água.

Palavras-chave: Cangaceiros. Cozinha sertaneja. Conservação dos alimentos.

Referências:
FERREIRA, Vera. De Virgolino à Lampião. 2ª edição.
CLEMENTE, Marcos Edilso de Araújo. Lampiões acesos – O cangaço memoria coletiva. Editora UFS 2009.

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